Textos 15 de abril de 2011

NA PRESENÇA DO AMOR

“Aquele que ama a seu irmão está na luz e nele não há escândalo. João. (I João; 2:10.)

Quem ama o próximo sabe, acima de tudo, compreender. E quem compreende sabe livrar os olhos e os ouvidos do venenoso visco do escândalo, a fim de ajudar, ao invés de acusar ou desservir.
É necessário trazer o coração sob a luz da verdadeira fraternidade, para reconhecer que somos irmãos uns dos outros, filhos de um só Pai.
 Enquanto nos demoramos na escura fase do apego exclusivo a nós mesmos, encarceramo-nos no egoísmo e exigimos que os outros nos amem. Nesse passo infeliz não sabemos querer senão a nós próprios tomando os semelhantes por instrumentos de nossa satisfação.
Mas se realmente amamos o nosso companheiro de caminho, a paisagem de vida se modifica, de vez que a claridade do amor nos banhará a visão.
Ama, pois, e assim como a lama jamais ofende a luz, a ofensa não mais te alcançará.
Saberás que a miséria é fruto da ignorância e auxiliarás a vítima do mal, nela encontrando o próprio irmão necessitado de apoio e entendimento.
Aprenderás a ouvir sem revolta, ainda mesmo que o crime te procure os ouvidos, e cultivarás a ajuda o adversário, porque o perdão com esquecimento absoluto dos golpes recebidos surgirá espontâneo em teu espírito, assim como a tolerância aparece natural na fonte que acolhe no próprio seio as pedras que lhe atiram.
Ama e compreenderás.
Compreende e servirás sempre mais cada dia, porque então permanecerás sob a glória da luz. inacessível a qualquer incursão das trevas.


NA AUSÊNCIA DO AMOR 

“Mas aquele que aborrece a seu irmão está em trevas e anda em trevas e não sabe para onde deva ir, porque as trevas lhe cegaram os olhos.”  João. (I João, 2:11.)

Se não sabes cultivar a verdadeira fraternidade, serás atacado fatalmente pelo pessimismo, tanto quanto a terra seca sofrerá o acúmulo de pó. Tudo incomoda àquele que se recolhe à intransigência. Os companheiros que fogem às tarefas do amor são profundamente tristes pelo fel de intolerância com que se alimentam.
 Convidados ao esforço de equipe, asseveram que os homens respiram em bancarrota moral.
Trazidos ao culto da fé, supõem reconhecer, em toda parte, a maldade e a desilusão.
Chamados à caridade, consideram nos irmãos de sofrimento inimigos prováveis, afastando-se irritadiços.
Impelidos a essa ou àquela manifestação de contentamento, recuam, desencantados, crendo surpreender maldade e lama nas menores exteriorizações de beleza festiva.
Caminham no mundo entre a amargura e a desconfiança.
Não há carinho que lhes baste. Vampirizam criaturas por onde estagiam, chorando, reclamando, lamentando…
Não possuem rumo certo. Declaram-se expulsos da sociedade e da família.
É que, incapazes do amor ao próximo, jornadeiam pela Terra, sob o pesado nevoeiro do egoísmo que nos detém tão-somente no círculo estreito de nossas necessidades, sem qualquer expressão de respeito para com as necessidades alheias.
Afirmam-se incompreendidos, porque não desejam compreender.
Ausentes do amor, ressecam a máquina da vida, perdendo a visão espiritual.
Impermeáveis ao bem, fazem-se representantes do mal. Se o pessimismo começa a abeirar-se de teu espírito, recolhe-te à oração e pede ao Senhor te multiplique as forças na resistência, ante o assalto das trevas. Aprendamos a viver com todos, tolerando para que sejamos tolerados, ajudando para que sejamos ajudados, e o amor nos fará viver, prestimosos e otimistas, no clima luminoso em que a luta e o trabalho são bênçãos de esperança.
Livro Fonte Viva.  Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia Francisco C. Xavier

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